Comer Rezar Amar II

domingo, 10 de outubro de 2010

Novamente o trecho do livro que publiquei aqui no ano passado... Para relembrar vale a pena republicar!

- As pessoas aqui têm um orgulho louco do fato de serem napolitanas, e por que não deveriam ter? Esta é a cidade que deu ao mundo a pizza e o sorvete.

- Eu estava muito animada com a idéia de ir até lá, já que em Nápoles se comem as melhores pizzas da Itália, e a melhor pizza do mundo é a Italiana, o que significa que esta pizza deve ter... sinto-me quase superticiosa ao dizer isto... a melhor pizza do mundo? Giovanni me passou o nome do lugar com tanta seriedade e ímpeto que quase tive a sensação de estar sendo aceita em uma sociedade secreta. Apertou o endereço na palma da minha mão e disse, com o tom da mais séria das confidências:
- Por favor vá a esta pizzaria. Peça a margherita com mozzarella extra, Se não comer esta pizza enquanto estiver em Nápoles, por favor, minta para mim depois e me diga que comeu.

A pizzeria da Michele é um lurgazinho que só tem duas salas e um forno que está sempre ligado. Fica a uns 15 minutos a pé da estação de trem debaixo de chuva; nem pense duas vezes, simplesmente vá. Você precisa chegar bastante cedo, porque algumas vezes a massa acaba, o que vai partir seu coração. À uma da tarde, as ruas do lado de fora da pizzaria já ficaram congestionadas... Com napolitanos tentando chegar ao restaurante, empurrando os outros para entrar como se estivessem tentando achar um lugar em um bote salva-vidas. Não há cardápio eles aqui só tem dois tipos de pizza - normal e com queijo extra. Nada daquelas invenções californianas meio Nova Era tipo pseudopizza com azeitonas e tomates secos ao sol. Levo metade da refeição para perceber que o gosto da massa parece um nan indiano do que qualquer outra massa de pizza que já tenha provado. É macia, elástica e fofa, mas surpreendentemente fina. Sempre pensei que em se tratando de massa de pizza tivéssemos apenas duas escolhas na vida - fina e crocante, ou grossa e consistente. Como eu poderia saber que era possível existir neste mundo uma massa ao mesmo tempo fina e consistente? Maravilha das maravilhas! Ah, paraíso das pizzas finas, consistentes, fortes, boas de morder, deliciosas, elásticas e salgadas! Para completar, há um molho de tomate adocicado fervendo, borbulhante e cremoso que faz derreter a mozzarella de búfala, e o ramo solitário de manjericão no meio do círculo de alguma forma dá à pizza inteira um brilho de ervas mais ou menos da mesma forma que uma estrela de cinema no meio de uma festa empresta um toque de glamour a todos à sua volta. Você tenta dá uma mordida na sua fatia e a borda macia se dobra, e o queijo derretido escorre como um terreno que desliza, sujando voê e tudo o que está a sua volta, mas são os ossos do ofício.

Comer Rezar Amar

Tive o enorme prazer de ver o filme... O que tornou o filme mais agradavel pra mim, foi que meu amor foi comigo ver (Homens nao gostam de filmes romanticos... Nem de longe, nem se for comedia romantica)no fim descobri que assim como eu, ele tambem gostou do filme...
Como de praxe nos Best seller que no fim se tranformam em filme, nao se tem como contar a historia por inteiro... Mas por exemplo, quem nao leu o livro conseguiu entender a mensagem do filme...
Eu ja era apaixonada pela historia contada por Liz Gilbert, agora estou mais ainda!

Felicidades... E vamos mesmo Comer Rezar Amar!

Deus existe!

Eu não tenho dúvida disso... Passam-se os dias, os meses e os anos eu vejo o quanto Deus me ama... o quanto Deus e sincero e cumpridor de sua palavra... Sou eu a prova viva de que Deus cumpre as suas promessas e eu quero provar pra todo mundo que quando se acredita e serve ao Deus Poderoso, Onipotente, Onisciente, que Deus honra os seus, grandemente!

Jesus obrigada por tua Misericordia!

Senhor Deus continue nos abencoando com tua Graca e Poder! Tu es Fiel!

Paris

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Cantei Paris em plena Discophage.
Rue des Écoles sempre à minha espera.
Li Baudelaire, visitei poetas.
Vendi flores de papel, sonhos, quimeras.
Desvendei becos, desnudei ruelas.
Todas as suas portas me eram abertas.
Todas as suas ruas me eram belas!
Troquei de gestos, como fazem as damas.
Brilhei nas noites, mais que as atrizes.
Troquei de palcos, delirei na fama.
Adormeci nas luas das marquises.

Amanheci vagando nos jardins.
Perambulei nas praças, avenidas.
Vivi amores. Fiz homens felizes.
Vi lágrimas virarem cicatrizes.
Ouvi o badalar da Notre-Dame.
Roguei por Deus em todas as matrizes.
Nos bosques, caminhei nas folhas secas.
Colhi sereno, adormeci na grama.
Pousei nas gares, segui nos metrôs.
Fugi de mim pra não cair na lama.

Quantas e quantas madrugadas nuas.
Tantas e tantas noites mal dormidas.
Fantasmas passeando nos fortins.
E eu testemunhando outras vidas.
Fui pastora nos campos d’Avignon.
Amiga de Zola e de Voltaire.
Lutei pela Tombée de la Bastille.
Da Belle Époque, fui la jeunne fille.
A amante passionée de Baudelaire.
Andei Paris em muitos frios invernos.
Amei Paris em seus verões banais.
Colhi Paris em belas primaveras.
Sonhei Paris nas noites outonais.
Domei Paris como quem doma as feras.

Paris, pra mim, é uma folgazã.
Uma mulher da vida, bem amada.
A caixa onde escondo meus segredos.
Um pomar proibido, uma maçã.
O útero onde ainda estou guardada.
Quero viver Paris todos os tempos.
Amá-la em meus delírios, com fartura.
Lavar minh’alma nas margens do Sena.
Embriagar-me plena de ternura.


Do que eu fui em Paris, resta-me o sonho.
E os versos dos poemas que componho.
É muito mais do que o desejo infinda.
Eu quero é possuí-la, como poucos.
Eu quero engravidá-la, como os loucos.
No sangue, no suor e nas entranhas.
Paris, pra mim, é minha pátria estranha.
É a saudade da ventura finda.
É a lágrima distante que me banha.
Paris, em mim, é possuir-me ainda.

Katia Drummond

Felicidade

"Não tenho tempo
pra mais nada,
ser feliz me
consome muito"
Clarice Lispector

Sonhos

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

"Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão.
Mas no fundo isso não tem muita importância.
O que interessa mesmo não são as noites em si, são os sonhos.
Sonhos que o homem sonha sempre.
Em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado."

(Shakespeare)

Mulher indigesta

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Mas que mulher indigesta!(Indigesta!)
Merece um tijolo na testa
Essa mulher não namora
Também não deixa mais ninguém namorar
É um bom center-half pra marcar
Pois não deixa a linha chutar
E quando se manifesta
O que merece é entrar no açoite
Ela é mais indigesta do que prato
De salada de pepino à meia-noite
Essa mulher é ladina
Toma dinheiro, é até chantagista…



(Noel Rosa)